quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O Verão, uma oportunidade para a Alma


 
Estamos na chegada do verão. Uma vez mais viveremos - nos deixaremos viver - pelos cíclicos processos da Natureza. Entretanto, mais do que arrancar as folhas de nosso calendário, ou contar os dias que se deslizam quase inadvertidamente, o importante é tomar consciência de cada momento que se vive.  

O verão é um momento muito especial. Centenas de idéias poéticas, tradicionais, publicitárias e vulgares foram contribuindo para que esta estação do ano perca grande parte de seu sentido profundo.
                 
O mais comum é considerar o verão como o período de “descanso”, mas estas férias são algo mais que um repouso.  Trata-se de que a alma repouse, e o corpo se torne o mais ativo possível naquilo que de mais natural e instintivo tem. Imagens na imprensa, em filmes e em outdoors, nos mostram um verão repleto de trajes de banho, bebidas excitantes e exóticas, músicas psicodélicas, cabelos ao vento e um grau geral de desenfado e falta de seriedade.

Em outros níveis mais sutis, o verão, é a época do justo descanso e a expressão da “plenitude”. O fruto maduro é o exemplo do homem maduro e sério que repousa após os árduos trabalhos do resto do ano.

E hoje, nós, pequenas moléculas arrastadas pelo vento dos acontecimentos e das modas, nos perguntamos: são as estações uma pura causalidade de distribuição no ano, ou há nestes ciclos algo mais profundo como uma verdadeira linguagem da Natureza? 

Estamos mais inclinados à segunda versão. Se toda a Natureza vive ao nosso redor, se nós, que formamos parte da Natureza, nos vemos governados por ciclos de vida e morte, de doença e saúde, de juventude e velhice; Porque rechaçar a idéia do tempo expressado no verão, outono, inverno e primavera, como significativos da vida da Natureza?

Certamente o verão traz a sensação de amadurecimento, a expressão plena e lograda da vida, e nos incita a sentirmos da mesma maneira, em um jogo de concordâncias ao qual nos é muito difícil escapar.

Não se trata de escapar do influxo da Natureza. Pelo contrario, nos sintamos maduros, plenos, cheios de sol que é energia, e saibamos viver inteligentemente este verão. Não somente o corpo que deve sentir esta plenitude; deixemos que o Homem Interior seja também verão pleno e descansado dos problemas habituais.

O descanso não é questão de músicas, nem de bebidas, nem de uma nova moda, nem de se estar perto do mar ou das montanhas (mesmo que muitos desses fatores possam ajudar). O descanso, no homem, é variar de atividade.

Se durante muitos meses, nos vemos angustiados em tarefas rotineiras e maquinais, descansemos delas com uma renovada criatividade: leituras novas, conversas diferentes, outra distribuição das horas do dia, outras ruas para percorrer o mesmo caminho.

Se durante muitos meses, a monotonia diária nos há atrofiado a consciência a altura do corpo, renovemos a alma com a energia do verão. É o momento oportuno para voltar a enfocar a velha pergunta: Quem sou, de onde venho, para onde vou? Há respostas na claridade madura do verão, que o silêncio escuro do inverno pode não deixar ver.

É lei no homem a constante atividade. É inútil sonhar com o romântico repouso de não fazer absolutamente nada, pois nunca logramos estar inativos: se não trabalhamos com as mãos, o fazemos com a mente; e se pensamos, trabalhamos com a psique; umas e outras coisas “cansam” por igual.

Para descansar há que haver se cansado antes. Para deixar de buscar há de ter encontrado previamente. Acontece que estamos cansados da busca pelo encontro a nós mesmos? Não é um bom momento para, variando de atividade, sairmos em busca do amadurecimento que promete o verão e que no homem se chama EVOLUÇÃO?                                  

                                
                                                                     Delia Steinberg Guzmán.
                                                                 Diretora Internacional de Nova Acrópole

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Salto dos Macacos nas vésperas do Verão


Dia 18 de desembro, quase na chegada do Verão iremos visitar o Salto dos Macacos.
Ele fica em Morretes e sua atração principal é uma cachoeira com cerca de 70 metros de altura onde na sua base há um tobogã natural e na sua sequência existem algumas piscinas naturais.  De lá também podemos apreciar o visual fantástico de uma parte da Serra do Mar. Também muito próximo, há o Salto do Redondo, também extraordinário.
O acesso é por uma trilha pela Mata Atlântica em que é necessário atravessar alguns rios e logo no primeiro instante já é preciso ficar molhado pelo menos até as coxas.

Localização
Porto de Cima - Morretes
Duração trilha
2:15 ida e 1:45 volta
Grau de exigência física
Baixo/Médio
Grau de dificuldade
Médio = obstáculos na trilha, travessia de rios, lama e outros.
Horário saída
06h30
Previsão retorno
16h30
Transporte
Micro-ônibus
Investimento
R$ 35,00
Pagamento
até dia 13 de dezembro

Cronograma (previsto):
06:30
Saída Curitiba
08:00
Chegada IAP - Porto de Cima em Morretes
08:15
Início da Trilha
10:15
Banho no Salto do Redondo
11:15
Chegada no Salto dos Macacos

Lanche/descanso/brincadeiras
12:45
Início do retorno
14:30
Fim da trilha
15:00
Retorno para Curitiba
16:30
Chegada sede Nova Acrópole

Veja fotos de nossa visita ao local em março de 2010: 

terça-feira, 29 de novembro de 2011

A Lição da Borboleta

(Problemas técnicos impediram-me de levar este belo texto para reflexão na subida do Pão de Ló no último domingo.) 

Um dia, uma pequena abertura apareceu em um casulo, um homem sentou e observou a borboleta por várias horas conforme ela se esforçava para fazer com que seu corpo passasse através daquele pequeno buraco. Então pareceu que ela parou de fazer qualquer progresso. Parecia que ela tinha ido o mais longe que podia, e não conseguia ir mais longe.

Então o homem decidiu ajudar a borboleta, ele pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo. A borboleta então saiu facilmente. Mas seu corpo estava murcho e era pequeno e tinha as asas amassadas. O homem continuou a observar a borboleta porque ele esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o corpo, que iria se afirmar a tempo.

Nada aconteceu. Na verdade, a borboleta passou o resto da sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar. O que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar, não compreendia era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura era o modo com que a Natureza fazia com que o fluido do corpo da borboleta fosse para as suas asas para voar uma vez que estivesse livre do casulo.

Algumas vezes, o esforço é justamente o que precisamos em nossa vida. Se o destino nos permitisse passar através de nossas vidas sem quaisquer obstáculos, ele nos deixaria aleijados. Nós não iríamos ser tão fortes como poderíamos ter sido. Nós nunca poderíamos voar.

Eu pedi Força... e a Vida me deu Dificuldades para me fazer forte.
Eu pedi Sabedoria... e a Vida me deu Problemas para resolver.
Eu pedi Prosperidade... e a Vida me deu Cérebro e Músculos para trabalhar..
Eu pedi Coragem... e a Vida me deu Perigo para superar.
Eu pedi Amor... e a Vida me deu pessoas com Problemas para ajudar.
Eu pedi Favores... e a Vida me deu Oportunidades.
Eu não recebi nada do que pedi... Mas eu recebi tudo de que precisava.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Pão de Ló no dia 27

No próximo dia 27 voltaremos ao Pão de .

A aventura é nível INICIANTE. É uma ótima oportunidade para quem gostaria de começar a fazer trilhas.

Percorremos o trecho inicial do Caminho do Itupava por cerca de 1 hora e 15 minutos e na sequência mais 45minutos de subida até o cume do Pão de Ló.

Local

Morro Pão de  com 1.290m
Localização
Quatro Barras no trecho inicial do Caminho do Itupava
Duração trilha
4:00
Grau de exigência física
Baixo mas requer algum condicionamento mínimo.
Grau de dificuldade
Baixo
Transporte
Carro. Por favor informe se poderá ir com seu carro para organizarmos caronas. Repassaremos 40,00 por veículo para as despesas do mesmo. Todo o trajeto é pavimentado.
Horário saída
7h30 (sede Nova Acrópole)
Previsão retorno
14h00 (em Curitiba)
Investimento
R$ 25,00
Pagamento
Pode ser pago no dia




terça-feira, 8 de novembro de 2011

Por que Gilgamesh?

Sua lenda data da época da Suméria (antiga Babilônia), era constituído de 2/3 divinos e 1/3 humano. Nasceu no alto de uma montanha (monte Mashu) e passou sua existência buscando a imortalidade (eterna juventude) e para conquistá-la passou por muitas aventuras e provas.

Como filósofo acropolitano aprendi a importância de dar nome às coisas, pois de certa forma tudo é vivo e tem uma identidade própria. Nosso grupo de aventuras e montanhismo também tem uma vida própria e assim estou batizando-o com o nome de Gilgamesh que foi um dos primeiros heróis míticos.

Quando, faz quase 3 anos, retomei a atividade de montanhismo de alguma forma busquei resgatar algo muito especial da minha adolescência e juventude, algo que me motivava e que me reciclava muito. Quando recentemente me perguntaram o por que estava tão animado e cheio de energia? Respondi que havia reencontrado a minha fonte da juventude.

Gosto de lembrar que estas “aventuras” bem mais que lazer, são um desafio físico, energético, emocional e mental. Pois nos deparamos com forte esforço físico exigido, a necessária energia e determinação para acordar bem cedo e agüentar até o final da aventura, a superação do medo diante de um obstáculo e finalmente a “lavagem cerebral” (mental) que sofremos sob a influência do conjunto de aspectos já citados somado ao espetá-lo maravilhoso proporcionado pela natureza.

Ainda mais importante que tudo isso é o contato com nós mesmos que ocorre nestes momentos de superação e de contemplação. O que nos faz lembrar que há algo em nós é eterno e imperecível (nossa parcela divina).

É com muita alegria e satisfação que vejo nosso grupo crescer em número e qualidade.

Hoje vejo que na verdade esta idéia não me pertence, nunca pertenceu. Assim como nos mitos heróicos ela é a canalização de uma necessidade genuinamente humana inspirada pelos deuses. Por isso a cada aventura mais pessoas se juntam à nós com este mesmo espírito de aventura e elevação.

Acredito que Gilgamesh representa muito bem este espírito de aventura e elevação.

Um grande abraço, Adnan

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Reconhecimento Torre Amarela/Vigia/Canal


Próxima aventura: dia 24 de Outubro

Na ocasião seguindo o espírito filosófico de superação faremos 3 desafios em 1:
A travessia entre o Morro Torre Amarela, Morro do Vigia e Morro do Canal

Como descanso no feriado, a equipe de reconhecimento avaliou o trecho e nos deparamos com um (belo) desafio extra na trilha entre o Morro do Vigio e do Canal: Um perau de aproximadamente 9 metros de altura, onde é necessário subir “no braço” utilizando uma corda. Mas não se assuste, pois temos um plano para superar este obstáculo:
Os mais aptos, braçalmente falando, irão primeiro e unindo vários braços içaremos os demais utilizando uma cadeirinha de escalada.

Outros detalhes:
Faremos a trilha no sentido horário, Torre Amarela => Canal
A trilha é bastante fechada até chegar no Morro do Canal. (Até mais fechada que a do Mãe Catira)

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

é primavera...

Tá bom, tá bom... em verdade ainda faltava um pouquinho par ainiciar a Primavera. Será dia 23 de setembro, exatamente às 00:09, mas pra facilitar procurou-se saudar o primeiro raio de sol no domingo mesmo.



O Rapto de Perséfone
Rembrandt van Rijn(1606-1669)
Estimando que encontramos ventos de un 50km/h, sensação térmica abaixo de zero e ainda erramos o caminho do cume por causa da serração - o que foi muito bom, as pedras foram um excelente corta-vento - só podemos concluir que a primavera será vista com mais carinho.

O desafio foi lançado. O sol não apareceu. O pessoal enfrentou. E todos sairam renovados.

Obrigado Perséfone

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